cover
Tocando Agora:

Clubes de discos gratuitos em Fortaleza elevam experiência de ouvir música e conectam fãs

Com foco na discussão de álbuns nacionais e internacionais, iniciativas são abertas ao público e têm criado comunidades de entusiastas da arte na Capital Escrito por Ana Beatriz Caldas beatriz.caldas@svm.com.br

Clubes de discos gratuitos em Fortaleza elevam experiência de ouvir música e conectam fãs
Legenda: O fotógrafo Régis Amora e a cantora Lorena Nunes em encontro do projeto Imagens Sonoras Foto: Luis Henrique e Tamires Soares/Museu da Fotografia/Divulgação

Em tempos em que os algoritmos de redes sociais e plataformas de streaming ditam o comportamento de consumo de música, experiências como adquirir discos de vinil e CDs ou ouvir um álbum da primeira à última faixa se tornaram mais raras.


Na capital cearense, duas iniciativas recentes têm se dedicado a retomar esses momentos de escuta atenta e conexão entre entusiastas da música, com encontros dedicados a conhecer mais sobre álbuns de artistas clássicos e contemporâneos.


Os dois projetos ocorrem em espaços já conhecidos no circuito cultural de Fortaleza, com acesso gratuito para todos os públicos.


O Disclubinho, idealizado pela jornalista e DJ Arícia Fontinele, ocorre mensalmente na loja Hifive Discos e Bar, no Meireles.


Já o Imagens Sonoras, mediado pelo fotógrafo e artista visual Régis Amora, acontece no Museu da Fotografia de Fortaleza, na Varjota, geralmente a cada dois meses.


Em comum, as duas iniciativas procuram não só aprofundar análises sobre os discos discutidos a cada edição, mas também construir uma comunidade em torno da música, atuando como pequenos fóruns informais de aficionados pela arte.


São espaços leves e seguros para a formação de novos grupos de amigos com gostos em comum.
Idealizadora do Disclubinho, Arícia Fontinele conta que a ideia do clube surgiu há exatamente um ano, justamente pela falta de lugares para falar de música “olho no olho” na Capital. Colecionadora de discos de vinil, ela maturou a ideia por alguns meses até chegar no formato ideal: encontros mensais, com discos escolhidos por sorteio, para que todos pudessem opinar. 


“Queria que fosse uma coisa livre e gratuita, porque a gente já tem muita coisa paga na cidade. Nunca pensei em monetizar”, destaca Arícia. “Ali é uma conversa, não é uma competição de quem sabe mais sobre álbum ou quem sabe menos. É um ambiente pra gente só ser a gente mesmo e falar sobre o que a gente gosta”, completa.


Fonte: Diario do Nordeste