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Mari Fernandez: ‘Somos atletas da música e o São João é como se fosse nossa Copa do Mundo’

Elas estão juntas há pouco mais de quatro anos, se casaram em outubro de 2025, mas já planejavam ter crianças correndo pela casa desde o primeiro ano de namoro. "Essa fase está sendo realmente mágica.

Mari Fernandez: ‘Somos atletas da música e o São João é como se fosse nossa Copa do Mundo’
Artista de 25 anos fala sobre preconceitos na indústria, casamento com influenciadora, maternidade e referências no São João Por Gabriela Antualpa

Para Mari Fernandez, junho é época de Copa do Mundo -- e não a que você imagina. Natural de Alto Santo, no Ceará, a cantora de 25 anos é dona de uma das vozes mais inconfundíveis do cenário do forró moderno, e uma das mais procuradas para as festas de São João.


A jovem artista estrela sua primeira capa de revista na Quem e abre o coração sobre os cinco anos mais intensos de sua vida, com direito a novos projetos, agenda apertada e casamento com Júlia Ribeiro.


A dona de hits como Página de Ex e Telefone Sem Fio tinha apenas 20 anos quando decidiu cantar em barzinhos em Fortaleza. "Falei para a minha mãe: 'Se der certo, eu vou ser cantora.


Se não der, aí eu volto e faço uma faculdade'. Pensava em fazer Direito", conta a artista, a mais ouvida de forró e piseiro do Brasil em 2026.


O sonho de animar a vida noturna cearense foi interrompido pela pandemia da Covid-19, mas o sucesso surgiu na vida de Mari de outra forma: Não, Não Vou (Passa Lá em Casa) viralizou no TikTok com mais de 75,1 mil vídeos com a dancinha bombada e 171 milhões de reproduções. O sucesso de uma hora para a outra fez com que Mari aprendesse os ônus e bônus da fama na marra -- mas, como ela mesma conta em entrevista, 'o tempo foi remédio para tudo'.


"Foi difícil me adaptar, porque a minha vida mudou totalmente. Foi muito difícil sair na rua e não ter tanta privacidade, mas, ao mesmo tempo, era o que eu pedi a Deus. Fui entendendo: ‘Isso é uma coisa boa.


Se eu estou saindo na rua e estão me reconhecendo, me parando, significa que o resultado do meu trabalho está sendo positivo, porque as pessoas estão se conectando com a minha música, com a minha história’", avalia.


Hoje, ela vê como presente ser reconhecida e receber tanto carinho dos milhões de fãs que conquistou pelo Brasil e mundo afora. "Uma das coisas que eu mais gosto hoje é que as pessoas não me conhecem só pela minha música, mas por quem sou.


Isso sempre foi um dos legados que quis deixar na minha carreira: que não conhecessem só minha música, mas minha história, quem amo, o que gosto de fazer, comer, para que não fosse só sobre música, mas sobre o ser humano que eu sou também.


Por trás da música, existe a Mariana, que sonhou muito com tudo isso para que tudo acontecesse da melhor forma possível", diz.


São João na porta
Mari encara uma maratona de mais de 40 shows no período junino e prepara apresentações especiais, misturando músicas de seu repertório usual com clássicos do forró. Para a cantora, a 'magia' da festa considerada a mais popular do Brasil é a junção de legados com a nova geração da música.


"Uma das coisas mais importantes é que nós, que estamos representando a nova geração, tragamos sempre os grandes nomes que fizeram parte da história da cultura das festas juninas.

Que a gente continue trazendo o legado desses grandes artistas, homenageando, de alguma forma, e agradecendo esses cantores que correram tanto para que pudéssemos caminhar", explica.


Ela cai na estrada com um timaço de fonoaudiólogos, preparadores físicos e músicos da maior qualidade: "Somos atletas da música e o São João é como se fosse uma Copa do Mundo - uma oportunidade que não podemos perder, que temos que sair campeões, entregar o melhor show para a galera, entregar animação, entregar felicidade para quem está conhecendo as festas juninas".


Ela elogia figuras como Solange Almeida e Priscila Senna, suas precursoras, e diz que nenhum preconceito pelas figuras femininas no sertanejo 'vence o trabalho'. "Estou numa fase em que acredito que não preciso me provar para ninguém.


Enquanto eu estiver fazendo coisas que fazem sentido, estarei feliz. Quando algo dá certo, não é só para mim, é uma conquista para todo mundo.


É muito importante ter sempre essa positividade na carreira, principalmente sendo mulher. O caminho não é fácil", garante a estrela, que está na quarta edição do projeto Mari no Barzinho.


Amor & maternidade
Não é só na vida profissional que a artista prospera: no último ano, se mudou para São Paulo, se casou com Júlia Ribeiro e anunciou que a influenciadora está esperando Isabela, a primeira filha do casal. Mari diz que sempre foi rodeada por mulheres fortes, e se anima ao falar sobre a herdeira.


"Nós, mulheres, somos muito guerreiras. Temos um jeitinho peculiar, um olhar feminino diferente para as coisas, e acho importante valorizar isso. A mulher sempre procura entregar o melhor em tudo. Estou muito feliz vivendo essa fase, porque foi algo muito sonhado e planejado por mim e pela Júlia", aponta.


Elas estão juntas há pouco mais de quatro anos, se casaram em outubro de 2025, mas já planejavam ter crianças correndo pela casa desde o primeiro ano de namoro. "Essa fase está sendo realmente mágica.


Saber que é uma menina deixa tudo ainda mais especial. Na verdade, estaríamos felizes de qualquer jeito, mas estamos muito gratas. Não vai faltar amor, carinho, cuidado e respeito.


Eu e a Júlia vamos fazer o máximo para educá-la da melhor maneira possível, para que ela se torne uma grande menina e, depois, uma grande mulher. A Isabela ainda está na barriga da Júlia, mas eu já falo dela com muito orgulho desde agora", ri.






Fonte: revistaquem.globo.com